Faixas de dutos recebem primeira horta comunitária

A Zona Leste de São Paulo concentra na maior parte de seus bairros um bolsão de miséria e desemprego. Um dos motivos para pobreza de seus moradores é a insuficiência de programas de geração de emprego e renda. A situação do Jardim Tietê, que pertence a região de São Mateus, não é diferente. Mas já há uma luz no fim do túnel.

E uma luz que foi acesa pelo Transpetro, por uma ONG e pela população local.
A Organização Não-Governamental (ONG) Cidades Sem Fome levou ao bairro seu primeiro projeto para o desenvolvimento de hortas comunitárias. A Transpetro estabeleceu uma parceria com a comunidade para uso do térreo da faixa de dutos do Osvat São – Paulo -Guarulhos – que liga o Terminal de São Caetano ao Terminal de Guarulhos e por onde passam dois dutos, transportando óleo diesel, gasolina e óleo combustível.

A população ficou encarregada de preparar o terreno para plantar, cultivar, colher e vender a safra para benefício próprio.
A faixa de dutos fica nos fundos da Escolas Estadual Artur Chagas Jr. Em um terreno subaproveitado de cerca de 5 mil m². “Dá para fazer uma ‘super horta’ no espaço, disse Vânia Kopel, comunicadora social de Manutenção de Faixas de Dutos, antes da reunião para falar sobre o assunto com a comunidade realizada em junho.

O projeto Cidades Sem Fome Horta Comunitárias, patrocinado pela Petrobrás, foi implantado em várias áreas carentes de São Paulo. “Pode ter certeza que esta será a mais bonita de todas”, afirma Hans Dieter Temp, o fundador da ONG. “É que a gente procura fazer do último projeto o melhor”, emenda. Antes do plantio da horta, o terreno tinha se transformado em área de atividades ilícitas.